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 Confira
as notícias que
são destaque da edição 494 do
Jornal Nippo-Brasil
Veja
as matérias completas na versão impressa do Nippo-Brasil
e muito mais:
Agricultura, Karaokê, Comunidade, Japão, Brasil no
Japão, Culinária, Roteiro Gastronômico, Turismo,
Saúde... Confira, não perca!!!
Já nas Bancas!
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Visita do príncipe herdeiro Naruhito, no mês
de junho, foi o ponto alto das comemorações
do centenário no Brasil: visita rápida, mas
marcante
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ESPECIAL
2008, um ano para entrar
na História Brasil-Japão
Dois
mil e oito chega ao fim. Mesmo em tempos de crise mundial, Brasil
e Japão nunca estiveram tão próximos como neste
ano. Desde 2004, quando o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e o então primeiro-ministro Junichiro Koizumi assinaram
o acordo para que 2008 fosse o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão,
já se previa um cenário bastante favorável
entre as duas nações.
O Nippo-Brasil
traz, nesta edição, especial apresentando, em breves
páginas, as principais festividades e cerimônias que
marcaram a passagem do primeiro centenário da chegada dos
imigrantes japoneses ao País. A data, como dizem as autoridades,
abriu uma nova fase na diplomacia e no intercâmbio entre os
dois países.
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COMUNIDADE
Deputados defendem ajuda do governo
aos dekasseguis
Entra
ano, sai ano, e a história se repete. Nos próximos
dias, um grande contingente de brasileiros desembarca no País
depois de anos de labuta nas linhas de fábricas japonesas.
Em 2008, porém, o cenário é ainda mais preocupante.
Parte dos dekasseguis que retorna ao Brasil o faz de maneira forçada
em função da crise que assolou também a segunda
maior economia do mundo.
Nas últimas
semanas, o próprio NB retratou o drama de brasileiros que
estão vivendo nas ruas, igrejas e praças de cidades
japonesas vitimados pela crise. Diante deste cenário, começam
a surgir no Brasil movimentos de apoio aos brasileiros no Japão.
Há duas semanas, o deputado federal Vander Loubet, do PT
do Mato Grosso do Sul, usou o microfone para fazer um discurso no
Plenário da Câmara convocando companheiros da Casa
e o governo federal a unirem forças para ajudar os dekasseguis.
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COUMUNIDADE
Crise cria rumo incerto
para os dekasseguis em 2009
O
pedido de socorro feito no início de dezembro pelo presidente
de uma das maiores montadoras do mundo, a Nissan, pôs em alerta
quem ainda não havia sentido na pele os efeitos da maior
crise financeira global desde os anos 1930, quando a quebra da Bolsa
de Nova York deu início a um dos maiores períodos
de recessão da história. As perdas massivas
de emprego como conseqüência imediata para a indústria
automotiva, como previu o executivo Carlos Ghosn ao falar sobre
os próximos anos para um dos setores que mais empregam brasileiros
no Japão, só oficializou o que a maior parte dos imigrantes
já tem sido forçada a enxergar: 2009 será o
período mais difícil desde que os primeiros dekasseguis
aportaram no país.
Essa
não é a primeira e não deve ser a última
crise que as fábricas nipônicas enfrentam. Quem emigrou
nos anos 80 provavelmente lembra da bolha econômica
e dos efeitos provocados sobre o mercado de trabalho quando o país
desacelerou seu ritmo de expansão, menos de uma década
depois, resultando em créditos bancários escassos
euma política monetária mais severa.
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COMUNIDADE
Mercado doméstico encolhe
e ameaça estabilidade do Japão
Além
de sofrer com a queda das exportações para os Estados
Unidos no segundo semestre, as montadoras japonesas sentiram em
novembro os primeiros efeitos de um mercado consumidor que está
acostumado a se prevenir contra os tempos difíceis. No mês
passado, a comercialização de automóveis novos
no país caiu 27,3% o pior nível em 39 anos,
segundo a Associação de Distribuidores de Veículos
do Japão.
Durante
as últimas semanas, alguns dos principais fabricantes de
veículos japoneses, como Nissan, Mazda, Suzuki, Mitsubishi
e Isuzu, anunciaram a dispensa de trabalhadores temporários
e a redução da carga horária dos funcionários
como forma de cortar gastos na linha de produção.
Outra gigante do segmento, a Toyota, tomou uma atitude ainda mais
radical: paralisará as atividades de cinco unidades em Hokkaido,
a partir do Natal, em caráter provisório.
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COMUNIDADE
Comunidade brasileira
no Japão deve diminuir
Com
salários acima de ¥ 350 mil na última década,
os brasileiros empregados nas fábricas mostravam-se empenhados
em manter as máquinas em funcionamento. Horas-extras nunca
eram dispensadas, mesmo que isso significasse cargas extenuantes
de trabalho. Não é de se estranhar que a migração
do Brasil para o Japão tenha ocorrido em saltos. Em 90, eram
56 mil; em 98, 222 mil; e, no ano passado, 317 mil.
No
entanto, 2008 deve acabar com um contingente populacional menor,
acredita o embaixador Oto Agripino Maia, subsecretário-geral
das Comunidades Brasileiras no Exterior. O grupo é subordinado
ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Isso pode se dever à desaceleração da
economia no Japão ou à aceleração da
economia brasileira. Em todo caso, há mais de 300 mil compatriotas
vivendo no Japão. E um número crescente de pessoas
vem tomando a decisão de permanecer no país,
argumenta o representante do governo.
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COMUNIDADE
Doação de imóvel
de Santos
vai à redação final na Câmara
Tema
de uma discussão que já dura mais de seis décadas,
a devolução da antiga sede da Associação
Japonesa de Santos, confiscada pelo governo brasileiro em 1946,
pode estar chegando ao fim. No princípio de dezembro, a Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara
dos Deputados, em Brasília, aprovou a doação
do imóvel, que fica na Rua Paraná, 129, no centro
de Santos, à Associação Japonesa.
O
relator da comissão, deputado Silvinho Pecciolli (DEM-SP),
considerou a proposta constitucional e defendeu sua aprovação.
O texto foi aprovado na forma do substitutivo do Senado ao Projeto
de Lei 4476/94, de autoria do então deputado tucano Koyu
Iha. Apresentaram votos em separado os deputados Aldo Arantes e
Osmar Serraglio.
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AGRICULTURA
Arrozeiro nikkei diz que não
sairá da Raposa Serra do Sol
Apesar
da decisão favorável de 8 dos 11 ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF) à manutenção contínua
da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, os sete
grandes produtores de arroz da região estão confiantes
de que poderão permanecer no local. O principal argumento
deles é que suas propriedades - que juntas somam 25 mil hectares
- não estão nos limites da área considerada
pertencente aos indígenas. "Não estou nem pensando
na possibilidade de sair daqui porque as terras são minhas
e tenho como comprovar, com documentos validados inclusive pelo
Incra. Além disso, estamos na região de menor densidade
demográfica do País. Não há motivo para
essa briga de território", diz em entrevista por telefone,
Nelson Itikawa, presidente da Associação dos Arrozeiros
de Roraima.
Com relação
à indenização de R$ 5 milhões oferecida
pelo governo federal aos arrozeiros, Itikawa diz que é um
valor absurdo, muito aquém da realidade. Na opinião
dele, o valor justo pelo conjunto das fazendas é de, ao menos,
R$ 100 milhões.
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COMUNIDADE
Tratamento de sementes de soja com
fungicidas cresce no País
O tratamento
de sementes de soja com fungicidas no Brasil vem crescendo a cada
safra, partindo de apenas 5% da área de soja semeada com
sementes tratadas na safra de 1991/92, até atingir expressivos
100% na safra 2006/07. Segundo informações da Embrapa
Agropecuária Oeste, em Dourados, hoje, essa prática
está consolidada em Mato Grosso do Sul e é adotada
por 100% dos produtores. Essa tecnologia não apresenta
grandes dificuldades para sua adoção. Além
disso, todos os fungicidas encontrados no mercado são eficientes
e de baixos custos, diz o pesquisador Augusto César
Pereira Goulart.
Levando-se
em conta todos os gastos necessários para a produção
da lavoura, o tratamento de sementes com fungicidas é a prática
de menor custo, quando comparada com as demais. No caso da soja,
o tratamento representa aproximadamente 0,6% do custo total de produção.
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ESPECIAL IMÓVEIS
Mercado imobiliário
estará aquecido em 2009
Apesar
da crise econômica mundial, o setor de habitação
está otimista com relação aos negócios
em 2009. Tanto que o Secovi - Sindicato da Habitação
de São Paulo, divulgou expectativas otimistas para o próximo
ano: venda de 33 mil unidades. Até outubro de 2008, as vendas
na capital paulista somaram 29 mil unidades. "Essas unidades
que pretendemos comercializar equivalem a vendas na ordem de R$
10 bilhões impulsionadas pelas vendas dos imóveis
sociais para as classes de baixa renda por causa do FGTS. O governo
já garantiu que irá aplicar R$ 14 bilhões para
financiar a habitação", disse confiante o presidente
do Secovi, João Crestana.
Segundo
os dirigentes do Secovi, num momento de crise econômica, os
imóveis para locação devem voltar com força
total como oportunidade de investimento e rendimento seguro, por
dois motivos: o aumento de cerca de 6% no valor dos aluguéis
e a carência de oferta de imóveis para locação.
"Em 2005, o tempo de espera para se alugar um imóvel
era de 35 dias. Hoje, é de 11 dias. Além disso, a
inadimplência por parte do locatário caiu muito",
diz o gerente do Departamento de Economia do Secovi, Roberto Akazawa.
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ESPECIAL IMÓVEIS
Novo ou usado: como
comprar um imóvel sem medo
A
compra da casa própria é o sonho de muitos. Mas, para
que este sonho não vire pesadelo é necessário
muita cautela e atenção. Veja as dicas dos técnicos
da Fundação Procon-SP, órgão vinculado
à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do
governo de São Paulo. Qualquer que seja a opção
é importante, antes de concluir a compra, ir ao local em
horários diversos, verificando com os vizinhos se existem
inconvenientes, infra-estrutura e serviços, tais como escola,
transporte, padaria, supermercados etc.
O
consumidor deve, ainda, certificar-se junto à Secretaria
Municipal da Habitação, se o imóvel está
em área declarada de utilidade pública ou interesse
social que, em caso positivo, poderá ser desapropriada; ou
se há projeto aprovado por lei registrado no Cartório
Imobiliário.
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BRASIL NO JAPÃO
Brasileiro
vive embaixo da ponte em Hamamatsu
Cercado
por caixas de papelão, sucatas e latas de refrigerante que
recolhe nos lixos, o brasileiro Sidival Furuzava Pereira, 36, é
mais um produto da crise econômica mundial. Há seis
meses, desde que a empreiteira o despejou do apartamento, Sidival
vive debaixo de uma ponte no distrito de Minami em Hamamatsu (Shizuoka).
Ele acorda
de manhã e, se estiver animado, escova os dentes e lava rosto
com a água que recolhe da praça próxima. O
preço da sucata caiu muito. Não vale a pena vender
as roupas usadas por ¥ 100. Liquidificador, panelas, não
têm mercado. O jeito é vender o alumínio das
latas de refrigerante, que lhe rendem cerca de ¥ 50 mil mensais,
quantia que ele envia para a esposa Severina, o enteado de 16 anos
e a filha de 10. Comida, eu pego restos no lixo. Não
compro suco, nem café. Se não fizer assim, não
sobra dinheiro para mandar para minha esposa, resume a vida
remediada.
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BRASIL NO JAPÃO
Sem-teto unem-se para limpar hotel
cedido por empresária
Mais
de 50 voluntários e representantes da Associação
Sonho e Esperança reuniram-se, na manhã do dia 13
de dezembro, para um mutirão de limpeza no hotel em Okazaki
(Aichi) cedido pela japonesa Mutsuyo Fukao. O local estava desativado
há mais de três anos e, agora, servirá de
moradia temporária para famílias que estão
passando por dificuldades.
Os
carros chegaram ao hotel lotados de cobertores, roupas, móveis
e mantimentos. Apesar da grande quantidade de donativos, Fukao
lembra que ainda há muito a ser feito. Só
temos água em dois pontos. Já fiz o levantamento
com uma empresa e custará cerca de ¥ 1,5 milhão
para arrumar tudo, explica. Outro problema é a autorização
judicial da prefeitura de Okazaki. Ainda não podemos
alojar as famílias legalmente.
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BRASIL NO JAPÃO
Sem emprego,
mas com otimismos
No Natal
deste ano, Ezídia de Souza Sanches, 44, de Kani (Gifu), terá
um motivo a menos para celebrar. É justamente no dia 25 que
o seu aviso prévio irá vencer. Pensei em retornar
ao Brasil, mas, mesmo com a situação difícil,
resolvi ficar, conta ela, dispensada do serviço no
final de mês novembro, após sete anos de trabalho.
No Brasil, somente iria esperar a crise passar e não
faria nada de útil. Como o restante da minha família
continua trabalhando, resolvi ficar. Vou aproveitar esse tempo para
ajudar aqueles que precisam, planeja. Se, até maio,
quando termina o seguro-desemprego, ela não conseguir um
novo trabalho, aí sim, deverá retornar ao Brasil e
aguardar a situação do Japão melhorar.
Há
17 anos no arquipélago, Ezídia nunca havia passado
por uma situação como essa. Já estava
preparada. Via os colegas da linha sendo dispensados e só
tinha sobrado eu de funcionária de empreiteira., lembra
a brasileira.
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BRASIL NO JAPÃO
Todos no mesmo endereço em
Aichi
Muitas
famílias brasileiras têm adotado novas medidas para
economizar e enfrentar o período da recessão econômica
no Japão. Em Hekinan (Aichi), três casais decidiram
dividir o mesmo apartamento, com o intuito de reduzir as despesas
com aluguel. Será uma economia de pelo menos ¥
110 mil para nós, frisa Koiti Kussuda, 33, dono do
apartamento, que, hoje, paga ¥ 58 mil. Ele decidiu disponibilizar
aos irmãos os dois quartos desocupados do imóvel
onde vive com a esposa, Fabiani.
A primeira
a se mudar foi Kassumi Omaki, 20, que levou junto o marido, Jorge
Omaki, 31, logo após receber o aviso prévio da fábrica
onde trabalha. Sem serviço e sem funcionários,
a empreiteira quer devolver os apartamentos para a imobiliária.
Procurar outro imóvel por conta própria e sem trabalho
é muito difícil, lamenta Kassumi.
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