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(Ilustração:
Claudio Seto)
No ano de
2006, tornou-se best-seller o livro intitulado A Doença da Sony,
de autoria de Akihiko Kijima e outros. O livro chega a dizer que a mundialmente
renomada Sony foi ultrapassada pela Apple, derrotada pela Samsung e comeu
poeira da Matsushita.
A Sony é
uma empresa que se lançou no mercado mundial nos anos 50, com alta
tecnologia e riqueza de idéias. A seguir, veja mais sobre um de
seus fundadores: Akio Morita.
Vida
e convicções
Akio Morita
nasceu em Tokoname, província de Aichi, como filho mais velho de
uma família dona de uma casa de fabricação de saquê
que esteve em atividade por diversas gerações. Formou-se
em física, na Universidade Imperial de Osaka, pelo departamento
de ciências exatas. Apesar de seu perfil técnico, atuou brilhantemente
na área comercial. Uma empresa tem como objetivo ganhar dinheiro.
Portanto, qualquer funcionário, seja de que área for, precisa
ter conhecimento de dados contábeis, argumentava.
Em 1943, Morita
conheceu Ibuka Masaru num grupo de pesquisa para desenvolvimento de novos
armamentos formado pelo exército japonês, que se encontrava
em situação de desvantagem. Era 14 anos mais velho que ele,
mas se rendeu ao seu extraordinário talento como tecnólogo.
Em 1946, fundou, com ele, a Tokyo Tsushin Kogyo, que seria a precursora
da Sony. Lançou o primeiro gravador de fabricação
nacional, aparelho com sistema estereofônico, walkman, handycam,
Aibo o cão-robô de estimação de pequeno
porte , os games playstation, painel de plasma para televisores
de grande porte (com a Samsung) e outros produtos de sucesso.
Homem
de negócios
Akio Morita
não foi simplesmente um homem de negócios hábil em
vendas. Dizem que seu dom para formar fundos destinados à exorbitante
despesa em pesquisas para renovação da tecnologia era também
algo incomum. Um bom produto não precisa ser barato,
dizia. É conhecido o episódio que se passou na época
da bolha econômica, quando a mídia criticou o método
empregado pelas empresas japonesas de arrematar prédios e imóveis
históricos dos Estados Unidos, dizendo que elas teriam roubado
a alma daquele país. Morita rebateu a afirmação com
uma frase: Mas os americanos não roubaram a alma [terras]
dos índios?.
A Sony construiu
pelo mundo fábricas e bases de comercialização desenvolvendo
seus negócios de modo globalizado. Formou a família Sony,
que leva em consideração as particularidades de cada país
e trabalha com autoconfiança. Enquanto a própria pessoa
não trabalhar, nada se moverá. A única coisa com
que podemos contar é a própria capacidade. Primeiro, é
necessário ter autoconfiança. Eu dispenso pessoas que não
possuem autoconfiança. Entretanto, querer avaliar a pessoa somente,
convertendo-a em valores monetários, seria por demais míope,
dizia.Para fazer com que as pessoas tenham disposição,
é necessário puxá-las para uma família
chamada empresa e tratá-las dentro dessa empresa como respeitados
membros dessa família. A reunião e a união de forças
de pessoas que se sentem unidas como numa família, e se dedicam
ao trabalho com orgulho, traz a felicidade do elemento humano e a prosperidade
da empresa. Isto implicará a contribuição com o país
e com o mundo, acreditava.
A Sony, que
conta com 158,5 mil funcionários, nomeou, em 2005, Howard Stringer
como presidente do Conselho Executivo Representativo cumulativamente com
o cargo de CEO, no intuito de inovar a administração.
Hoje, a Doença
da Sony é a estagnação à qual qualquer
empreendimento de grande porte está sujeito pelo menos por uma
vez. A maioria dos especialistas vê a fase de forma otimista, pois,
enquanto a concepção de Morita continuar viva, será
possível reverter o quadro.
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