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(Reportagem:
Suzana Sakai/NB | Foto: Divulgação)
O
excesso de pêlos em mulheres sempre foi malvisto pela sociedade.
A presença desses fios inconvenientes no corpo feminino muitas
vezes é observada como falta de higiene e sinônimo de gozação.
O que muita gente não sabe é que eles podem ser um alerta
para um mal que já atinge 8% das mulheres: o hirsutismo.
Trata-se de
uma desordem clínica definida pelo excesso de pêlos na mulher
em áreas sensíveis à ação de hormônios
andrôgenicos (masculinizantes). O hirsutismo, além de comprometer
a estética e a qualidade de vida, pode ser a manifestação
de alguma doença, como por exemplo, a síndrome dos ovários
policísticos. A maior parte dos pacientes que procura tratamento
para o hirsutismo o faz mais devido ao desconforto estético do
que pela preocupação com a possibilidade de patologias associadas
a ele, até mesmo por desconhecimento do assunto, afirma o
endocrinologista do Hospital e Maternidade São Camilo, Gilberto
Martins.
Causas
As principais
fontes de produção dos hormônios masculinizantes que
podem acarretar o hirsutismo são as glândulas supra-renais
e os ovários. O excesso de pêlos pode ocorrer ainda sem uma
causa definida, ou por fatores hereditários e de etnia. No caso
das orientais, pêlos muitos grossos e em locais vistos como anormais
para a anatomia feminina representam um alerta ainda maior para as patologias,
já que as asiáticas não possuem um histórico
hereditário que justifique o excesso de pêlos.
Patologias
A maioria
dos casos de hirsutismo está relacionada a alguma espécie
de patologia nos ovários. Em torno de 95% das pacientes hirsutas
terão diagnóstico de síndrome dos ovários
policísticos, ou nenhuma causa definida, explica Martins.
O problema
também pode ser um indício de doenças que atingem
a supra-renal, ou ainda indicar tumores tanto nos ovários, como
na própria supra-renal.
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