
Lagoa da Conceição: bela natureza e costumes açorianos
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(Fotos:
Claudio Saldanha/Santur SC, Lolita Cunha/Santur SC e Convention Visitors
Bureau de Florianópolis)
Paisagens
diversificadas, com natureza quase intocada. Assim é Santa Catarina,
um Estado com cenários encantadores que, apesar da preservação
do ecossistema, consegue oferecer todo o conforto urbano necessário
para os turistas. Uma das principais atrações do local é
o trekking, a atividade mais universal de turismo de aventura, que não
requer equipamentos especiais e pode ser praticado em variedade grande
de ambientes.
Praias,
costões, lagoas, dunas, cachoeiras e morros cobertos pela Mata
Atlântica compõem um cenário belíssimo para
caminhadas e outras aventuras em Florianópolis. A capital de Santa
Catarina possui 46% de seu território definido como área
de preservação permanente. Há diversos roteiros de
curto a longo percurso; de caminhada simples em terrenos planos à
caminhada radical com exposição à altura e uso de
apoio; de orientação fácil, alguns requerem um preparo
físico normal, já outros exigem um preparo físico
apurado. Ao longo de seus percursos, existem ecossistemas e paisagens
diversificadas, com morros, costões, planícies costeiras
arenosas, dunas, restingas, manguezais, baías, enseadas, lagoas,
córregos e mata típica da Floresta Atlântica, às
vezes compondo áreas de preservação que abrigam inúmeras
espécies vegetais e animais.
Muitos
percursos cruzam ou estão localizados em diferentes áreas
de preservação, como parques e reservas ecológicas;
todos os caminhos e trilhas do sul da ilha têm essa característica.
Alguns
caminhos e trilhas têm uso regular, servindo de acesso a praias,
mantidos para passeios em áreas de preservação e
com acesso a algumas comunidades isoladas, como as da Costa da Lagoa,
dos Naufragados e do Santinho.
Turismo
ecológico
Com o turismo
ecológico, os caminhos se mantêm, porém passam a ser
objeto de um outro espaço, com outras funções, que
os organizam e que os incluem, principalmente dentro da produção
da atividade turística. A busca de uma proximidade maior com a
natureza não transformada pelo homem para o alívio das conseqüências
negativas do modus vivendi de hoje, principalmente nas cidades, tem promovido
um interesse crescente pelas caminhadas ecológicas.
A impossibilidade
de relações completas e não estressantes nas cidades,
onde o meio é percebido e vivido apenas em parte, onde o que é
concreto torna-se também impossível e invisível frente
às diferentes e seletivas de uso e de relacionamento, promove,
em alguns, a busca de um contato maior, mais significativo e mais totalizante
com o meio.
O turismo
descobriu na intermediação entre as pessoas e a busca da
natureza, por meio de passeios por caminhos e trilhas em locais preservados,
uma forma de aumentar seu espaço de atuação. Assim,
pela organização e infra-estrutura que dispõe, acaba
fomentando o aumento dos chamados passeios ecológicos, em que os
caminhos e trilhas entram como um dos vários produtos dessa atividade.
Existe, porém, no caso da Ilha de Santa Catarina, um significado
número de pessoas que percorrem os caminhos e as trilhas como forma
de lazer por conta própria.
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LAGOINHA
DO LESTE E LAGOA DO PERI:
O Parque da Lagoinha do Leste e o da Lagoa do Peri estão no
sul da ilha. A Lagoinha do Leste é uma praia cercada de morros, selvagem
e tranqüila, como uma bela lagoa no seu canto esquerdo, dunas e restingas.
O Parque da Lagoa do Peri constitui-se numa das áreas mais preservadas
da ilha, bom local para observação de aves.

Bela paisagem do Farol de Naufragados
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SOLIDÃO,
SAQUINHO, NAUFRAGADOS:
Também no sul da ilha, o percurso entre as praias da Solidão
e do Saquinho é uma ótimo para iniciantes. Na Solidão,
início da trilha, além do banho de mar vale subir o morro
até uma pequena cachoeira. Caminhando cerca de 1h, chega-se à
pequena comunidade do Saquinho, localizada em uma pequena praia rodeada
por morros que chegam perto do mar.
COSTA DA
LAGOA:
A trilha margeia a Lagoa da Conceição, com belas paisagens
do espelho d´água e da Mata Atlântica, passa por uma
peculiar vila que mantém os costumes dos colonizadores açorianos,
e termina numa cachoeira.
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Calçados:
Podem ser usados desde botas de couro simples ou de hiking, encontradas
nas lojas de artigos para camping, até um bom tênis velho e
que tenha solados de borracha para aderir às rochas e seixos que
estão presentes em quase todos os caminhos e trilhas. Em locais menos
marcados devem ser utilizadas botas de cano alto, com preferência
pelas de borracha dura, a fim de evitar acidentes com animais peçonhentos.
Roupas:
A roupa apropriada varia de acordo com o trajeto do caminho ou trilha,
suas características e condições atmosféricas.
Calças de tecido resistente e confortáveis e camisetas são
suficientes. Camisetas ou coletes com bolsos fechados são uma boa
opção para quem prefere caminhar sem mochila. Durante o
inverno e em dias frios, quando for necessário o uso de agasalhos,
deve ser dada preferência aos de algodão ou lã, que
permitem uma melhor transpiração; deve-se evitar agasalhos
sintéticos ou muito pesados.
Mochila:
Muitas vezes, ela pode ser dispensada, dependendo do percurso, do local,
do tempo que se vai caminhar e da preferência do caminhante. É
aconselhável o uso de mochilas pequenas, com bolsos externos, que
possam acondicionar objetos que devem estar à mão. Para
quem caminha, é importante estar com as mãos limpas para
apoio em árvores e rochas e em caso de escorregões e quedas.
Alimentos:
Deve-se dar preferência a alimentos energéticos e de pouco
peso e volume, como chocolates, compostos de grãos secos, frutas
secas ou frescas que ajudam a hidratar.
Objetos:
Dispensa-se o uso de fações (não permitidos em parques).
Levar um saco plástico é necessário para acondicionar
o lixo, canivete, um guia e um pequeno estojo de primeiros socorros são
aconselháveis. Uma bússola pode ter utilidade, porém
não se deve esquecer de marcar a direção a partir
de um ponto de referência.
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