Marcelo Martins/Divulgação
Acervo
é rico e composto por uma maioria de itens do ecossistema
internacional
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Antonio
Vargas/Divulgação
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Marcelo
Saitta/Divulgação
Lojinha
do Museu do Mar: souvenirs dos mais variados e para todos os gostos
dos visitantes
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Que
tal aproveitar a viagem ao litoral paulista para visitar um local belo
e único no Brasil? Assim é o Museu do Mar de Santos, uma
entidade sem fins lucrativos, cuja principal função é
aperfeiçoar o conhecimento das ciências do mar por meio de
cursos e também pelo estudo intenso sobre o assunto.
No
prédio, de aparência colonial, um amplo salão abriga
o rico acervo, disposto por meio de uma dinâmica de apresentação
interna que favorece a exposição lógica, em ordem
evolutiva, dos principais grupos marinhos tudo em modernas vitrines
e painéis.
Cerca
de 90% do material apresentado no Museu de Santos vem do exterior, proporcionando
aos visitantes uma visão abrangente, incluindo animais não
somente do Brasil, mas também de diversos mares e oceanos do planeta.
Aquários de rochas vivas, com coloridas espécies de peixes
e invertebrados dos recifes de corais, tornam o ambiente mais alegre e
descontraído, atraindo a atenção e a curiosidade
de crianças, jovens e adultos.
História
e acervo
Fundado em
1984, e de propriedade do biólogo Luiz Alonso, o Museu do Mar conta
com acervo de 12 mil conchas e considerável quantidade de tubarões
taxidermizados (embalsamados) ou conservados em formol. O espaço,
na verdade, é pequeno para a riqueza do acervo. Apenas 250 m2 para
abrigar uma das maiores exposições públicas de Biologia
Marinha do País, em que o forte, é claro, são os
tubarões.
É
uma atração apropriada para uma cidade praiana como Santos,
com a facilidade de que se concentra no bairro da Ponta da Praia,
enfatiza o prefeito João Paulo Papa.
As duas maiores
conchas em exposição no Museu do Mar pesam 119 kg e 148
kg. Para se ter uma ideia da dimensão do molusco que elas abrigavam,
ao lado dessa última, o proprietário conserva uma foto do
filho dentro da peça, feito berço, retratado aos 2 meses
de idade, quando pesava 4 kg. Mas qualquer vacilo é temerário.
Numa reação de autodefesa, se sentir um braço ou
uma perna, ela se fecha para se proteger, tornando-se perigosa. Essas
conchas enormes são oriundas do Índico e do Pacífico,
onde há ilhas que, atualmente, proíbem a evasão dessas
espécies.
Ainda na vitrine
das conchas, destaca-se a famosa náutilus. O nome deriva do submarino
de Júlio Verne. É um animal como um polvinho, que sobe e
desce, enchendo e esvaziando as câmaras de ar ou água, levantando
a concha como se fosse um submarino.
Das cinco espécies
de tartarugas que habitam os mares brasileiros, estão expostas
no Museu do Mar a tartaruga de pente, juntamente com aros de óculos,
pentes, alianças, anéis e marcadores de livro confeccionados
com seu casco, mais duro que o das outras espécies; a verde, que
se alimenta de algas; a cabeçuda, fácil de reconhecer pelo
tamanho da cabeça; e um filhote da tartaruga de couro ou gigante,
a maior do planeta, que chega a medir 2,5 m e pesar 350 kg.
Tão
lindos como as conchas e confundidos com plantas, os corais são
Cnidários (do grego knide, irritante), caracterizados por animais
que têm células urticantes, como a anêmona-do-mar,
a água-viva e a caravela-portuguesa, que, no verão de 2008,
andou incomodando os banhistas do litoral paulista. Nas cores branca,
lilás, vermelha, azul, preta e ainda coral, como o próprio
nome, são useiros e vezeiros em enfeitar a profundeza das águas
e o museu.
Os corais têm
importância ecológica porque formam recifes, onde os peixes
se refugiam de seus predadores e servem de proteção das
cidades, equivalendo a barreiras contra o embate das ondas.
Sob os vidros
do museu, também são exibidas as bolachas-do-mar, nos Estados
Unidos rotuladas como dólares-do-mar, e as estrelas-do-mar. Estas,
normalmente, dispõem de cinco pontas, mas do acervo constam exemplares
com quatro, cinco, seis e até sete pontas, tão incomum quanto
a de ponta de braço bifurcado.
Os crustáceos
são artrópodes, grupo ao qual pertencem os insetos e aracnídeos
todos com patas articuladas como siris, caranguejos de mangue,
guaiamus, camarões, lagostas. Também presente, a centolha
do Chile impressiona pelo grande tamanho.
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